Se amor é para sempre? Claro que é! Ou se ama para sempre ou não é amor de verdade, daqueles que enchem as salas de cinema de choro e beijo na boca. Eu já amei para sempre. Amei para sempre, até ter que ir embora. Amei para sempre, até por um único fim-de-semana. Amei para sempre, até quem não soube me amar. Pois amo sem a angústia do fim das coisas, sem a pressão do fim dos tempos, sem o medo do fim do mundo. Amo sem seguir calendário, sem olhar o relógio e sem me preocupar se vai dar tempo gostar. Amo aproveitando cada tempinho que o para sempre sempre tem para dar.
Quem ama para sempre está livre da hora marcada, dos minutos contados e dos segundos perdidos, já que, o tempo todo, todo o tempo é eterno e tudo que é eterno tem a tranquilidade de não saber terminar. Quem ama para sempre não tem um amor aflito, não faz amor apressado e não agenda uma surpresa ou uma declaração. Quem ama para sempre conta os dias pelas noites dormidas juntinho, e assim, com o tempo, se esquece de saber o que é solidão.
Amar para sempre não é enganar a morte ou trapacear no jogo, não é pecado capital ou suicídio em longo prazo e não é ludibriar um futuro ferido ou tornar-se seu próprio bandido. Amar para sempre é seguir o que o destino coloca no caminho, porque ele sempre vai levar o amor e o tempo ao mesmo lugar, até para quem se preocupa em se preocupar. Amar para sempre é amar para sempre, até o tempo se encarregar de ser notado, infelizmente, e o para sempre ter começo, meio e fim, finalmente. Mas, até aí, já fui feliz para sempre, durante todo o tempo que pude, e isso nem o tempo pode tirar.
Então, se você tem um amor hoje, faça dele um amor para sempre, pelo menos até o dia acabar.